Friday, October 7, 2011

Quotidiano



Há um encontro que julgas ter perdido,
mas ninguém te esperava e tu não sabias!

14 comments:

  1. Encontro adiado

    Fui de corrida comprar
    vestido novo
    se estiver frio não faz mal
    enrolo a pachemina
    o sapato sempre o mesmo
    é garantido
    as pérolas
    o velho anel de família
    e um sorriso atrevido no olhar

    pronta para sair
    para viver
    para jantar

    sim, é urgente, eu compreendo
    fica para a próxima
    eu sei, não não... não faz mal
    basta arrumar de novo tudo no lugar

    tudo???
    claro tudo!
    e o que faço ao sorriso atrevido do olhar???

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  2. À chegada estava janota,
    Tinha a conversa alinhavada.
    Ao teu olá como está?
    Responderia, atrevida,
    À sua espera...
    Mas já passara uma hora,
    A fatiota amarrotara
    E a maquilhagem desbotara.
    Possivelmente teve que fazer,
    Um empecilho inesperado.
    Mas duas horas depois,
    Nem ela já acreditava.
    Viu a sombra aproximar-se
    A correr.
    Sorriu.
    Mas os braços estendidos
    Não eram para si
    Eram para a mesa do lado.
    Há dias assim,
    Em que nós não sabemos
    Que não há encontro marcado...

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  3. Maria do Céu BarrosOctober 9, 2011 at 2:34 AM

    Tim Tim esta ERA UMA VEZ não resiste a uma provocação poética sua. Muitíssimo bom. Agora falta a Helena.

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  4. @Maria do Céu Barros: Não faltou!

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  5. Bem de qualquer forma que fique bem claro que a protagonista era a Senhora do desencontro...

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  6. Façam os vossos poemas (faites vos jeux...) mas não o misunderstanding do que eu escrevi, por favor.

    a) Alcipe

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  7. Mari do Céu BarrosOctober 11, 2011 at 10:42 PM

    Não percebo muito bem o que se passa...

    Estes poemas que partem livremente de uma IDEIA não são legítimos?
    Eu acho a maior das graças.
    Para mim isso é que tem interesse num blogue, ou não é assim, Tim Tim?

    Estarei errada?

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  8. Sim, cada poema é livre de interpretar o mundo, mas não de fechar o sentido do meu poema. É só isso.

    Cordialmente

    a) Alcipe

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  9. Passando a quase redundância sempre assertiva a sua e consequentemente a legitimidade do autor.Além de que eu acho que há uma subjetividade intrinseca dificil de clarificar ou antes desvendar.

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  10. @Maria do Céu Barros: o jogo é esse, tem razão

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  11. "Fechar o sentido do seu poema"???

    Não consigo entender como...mas a dificuldade deve ser minha.

    Por mim gosto apenas de pegar na IDEIA e partir noutra qualquer direcção...
    Se usei indevidamente o "seu espaço" peço desculpa.
    Não era de toda minha intenção.

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  12. @ERA UMA VEZ Pode utilizar este espaço à sua vontade. Dá-me sempre muito gosto.

    @Isabel Seixas: Sabe, é que não houve ninguém mesmo neste desencontro... Mas não tem a menor importância!

    a) Alcipe

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  13. Eu acho importante o ponto de vista do autor ou seja extraordinariamente interessante a distância ou proximidade em que nos movemos da intenção que erigiu o poema.
    De qualquer forma é inegável a capacidade de sedução que o Sr. consegue imprimir num distico, mais ainda a intensidade e diversidade de ilações que nos permite.
    É MUITO BONITO

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