Friday, May 7, 2010

Os poetas e a República

Embora o autor deste blog tenha a sua opinião pessoal e o seu voto como cidadão, este blog obviamente não irá tomar qualquer posição ou assumir qualquer preferência relativamente às próximas eleições presidenciais.

Não posso, porém, deixar de me sentir incomodado com frases como esta:

Mas, quando vivemos a maior crise dos últimos 100 anos, seria surpreendente que os portugueses se entregassem nas mãos de um poeta

(Paulo Pinto de Mascarenhas, no jornal i)

Atenção: Se em vez de "poeta" estivesse escrito apenas o nome do candidato Manuel Alegre, esta frase não me suscitaria qualquer reparo : poderia pessoalmente concordar ou discordar, mas parecer-me-ia inteiramente curial e aceitável.

Pode dizer-se que Manuel Alegre não é o Presidente de que os portugueses precisam : não pode é usar-se a palavra "poeta" como sinónimo de "tontinho irresponsável" ou "louco inimputável". Quem andou a brincar com o nosso dinheiro: foram os poetas ou respeitáveis banqueiros, todos homens honrados, como dizia Marco António no discurso fúnebre de César, na peça de Shakespeare?

Recomendo a leitura do último número da revista "Relâmpago" sobre "Poesia e Dinheiro".

E dedico este post à memória de Dom Diniz, Rei de Portugal, poeta e estadista.

3 comments:

  1. Não há nada a acrescentar.
    O homem é tolo e, como todos os tolos, muito seguro de si.

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  2. Não sei quem é esse Mascarenhas, nem estou nada interessado em tal figura: faz parte da gentalha deste país, que é muita e variada. Mas estou muito feliz por saber que não é poeta.

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  3. Amigos poetas blogueiros, parabéns por utilizarem a internet como forma de dividir com o mundo o seu pensar, o seu compreender, desempenhando a missão do poeta que é se afirmar como ser humano, sobretudo perante si mesmo, captar os arquétipos coletivos de sua época e princípios universais, permitindo após compreender-se ou não compreender-se, que pela sua obra os da sua época tenham referência alternativa para fazer a leitura do mundo e as gerações posteriores entenderem a própria história da humanidade. Tudo temperado pelo sonho, pela sensibilidade e pela utopia. PASSOU A ÉPOCA DE ESCREVERMOS E GUARDAR NA GAVETA NOSSAS CRIAÇÕES DEPOIS DOS MAIS PRÓXIMOS FINGIREM TER LIDO PARA NOS AGRADAR. Através do meu blog quero aprensentar-lhes a video-poesia, que usa várias linguagens de uma só feita, a serviço do texto. Se gostar divulgue e compartilhe com os seus contatos. Acessar em:

    www.valdecyalves.blogspot.com

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