Tuesday, April 24, 2012
Eppur si muove!
For over two years, the mainstream political elites of Europe have been battling to save the single currency, seeking its salvation in a German-scripted programme of austerity and legally enshrined fiscal rigour that curbs the budgetary sovereignty of elected governments.
In elections in France on Sunday, in the Royal Palace in The Hague on Monday, and on Wenceslas Square in Prague on Saturday, a democratic backlash appeared to be gathering critical mass as the economic prescriptions of the governing class collided with the street and the ballot box. The collision looks likely to bring down three European governments.
Mark Rutte, the centre-right Dutch prime minister, threw in the towel on Monday, submitting his resignation to Queen Beatrix after seven weeks of fruitless haggling over colossal spending cuts, which are required to comply with new European rules he has done much to design.
After the biggest popular protests in Prague since the velvet revolution brought down communism, the rightwing government of Petr Necas, close allies of David Cameron, teetered on the brink, because of unpopular spending cuts as well as sleaze.
Most crucially of all, the Sarkozy era in France looked to be over, having dazzled briefly and faded fast.
"There's a new uncertainty," said Paul De Grauwe, a leading Belgian economist. "Now we will have to see what will happen with the fiscal pact, and how the markets react."
Guardian de hoje, 24/4/2012
Sunday, April 22, 2012
Saturday, April 21, 2012
Esquerdas
Martin Kettle no "Guardian" comenta assim a atitude de reserva céptica com que os trabalhistas britânicos encaram a provável vitória de Hollande em França: "desde 1791 que a esquerda britânica e a esquerda francesa andam muito separadas".
Nem para todos foi assim: Thomas Paine, Shelley, até Wordsworth, na sua juventude (depois arrependeu-se), vibraram com a Revolução Francesa.
A esquerda britânica, entre os escombros da Terceira Via e a alegria da City pela ruína geral e pelas especulações particulares, procura um sentido para existir. E se é certo que a amargura pode ser um bom terreno para a lucidez, não é menos certo que a ausência céptica de qualquer projecto pode abrir o terreno aos mais exacerbados extremismos e às mais perigosas ilusões.
Nem para todos foi assim: Thomas Paine, Shelley, até Wordsworth, na sua juventude (depois arrependeu-se), vibraram com a Revolução Francesa.
A esquerda britânica, entre os escombros da Terceira Via e a alegria da City pela ruína geral e pelas especulações particulares, procura um sentido para existir. E se é certo que a amargura pode ser um bom terreno para a lucidez, não é menos certo que a ausência céptica de qualquer projecto pode abrir o terreno aos mais exacerbados extremismos e às mais perigosas ilusões.
Friday, April 20, 2012
Monday, April 16, 2012
Quando a evidência está nas coisas e a inteligência não está nas pessoas
José António Saraiva:
À minha frente, no elevador, está um rapaz dos seus 16 ou 17 anos. Pelo modo como coloca os pés no chão, cruza as mãos uma sobre a outra e inclina ligeiramente a cabeça, percebo que é gay.
(O SOL, 13/4/2012)
(O SOL, 13/4/2012)
Sunday, April 15, 2012
Casa na noite
Qu'une place soit faite à celui qui approche,
Personnage ayant froid et privé de maison.
Personnage tenté par le bruit d'une lampe,
Par le seuil éclairé d'une seule maison.
Et s'il reste recru de d'angoisse et de fatigue,
Qu'on redise pour lui les mots de guérison.
Que faut-il à ce coeur qui n'était que silence,
Sinon des mots qui soient le signe et l'oraison,
Et comme un peu de feu soudain la nuit,
Et la table entrevue d'une pauvre maison?
(Yves Bonnefoy, Du mouvement et de l'immobilité de Douve)
Saturday, April 14, 2012
Sunday, April 8, 2012
Friday, April 6, 2012
Quadras da noite
Um poema faz-se à vida
sem asco nem fantasia;
tanta coisa adormecida
não se quis dar em poesia.
Tantos restos de viver
e em poesia pouco sobra:
deixa o tempo adormecer
no que falta a uma obra.
sem asco nem fantasia;
tanta coisa adormecida
não se quis dar em poesia.
Tantos restos de viver
e em poesia pouco sobra:
deixa o tempo adormecer
no que falta a uma obra.
Quem é?
«*** é um pensador e até um autor de textos marcadamente literários. Os seus discursos são peças de rigor e podem figurar em qualquer antologia de literatura. Já é tempo de deixarmos os mortos aos mortos e tratar de os integrar no seu tempo. Sabemos, como dizia Zweig no seu belíssimo O Mundo em que Vivi, que "é mil vezes mais fácil reconstruir os factos de uma época do que a sua atmosfera emocional". Deixar de lado a apologia e a catilinária anti-***ista, deixar *** morrer como homem, eis o melhor caminho para lhe apreender o espírito e estudá-lo enquanto um dos mais importantes marcos da cultura política (e literária) *** do século XX. Só os patetas, os facciosos, os labregos do espírito o não querem ver.»
O texto refere-se a um autor historicamente incompreendido:
1- Hitler, visionário claustrofóbico alemão, criador da ideia do Lebensraum?
2- Brasillach, poeta francês, autor da máxima "tuer tous les juifs et ne pas épargner les petits"?
3- Salazar, catedrático português, autor da popular expressão "uns safanões dados a tempo"?
4- Mussolini, melodista italiano, autor da canção Facetta nera, um hino à beleza da mulher negra?
5- Estaline, reputado académico russo, autor de O Marxismo e os Problemas da Linguística?
E os patetas, facciosos e labregos somos
- nós?
(O texto utilizado é do blog Combustões, citado pelo blog Portugal dos Pequeninos)
O texto refere-se a um autor historicamente incompreendido:
1- Hitler, visionário claustrofóbico alemão, criador da ideia do Lebensraum?
2- Brasillach, poeta francês, autor da máxima "tuer tous les juifs et ne pas épargner les petits"?
3- Salazar, catedrático português, autor da popular expressão "uns safanões dados a tempo"?
4- Mussolini, melodista italiano, autor da canção Facetta nera, um hino à beleza da mulher negra?
5- Estaline, reputado académico russo, autor de O Marxismo e os Problemas da Linguística?
E os patetas, facciosos e labregos somos
- nós?
(O texto utilizado é do blog Combustões, citado pelo blog Portugal dos Pequeninos)
Dentro da noite
Será que a noite para poder dormir
me pede a mim uma gota de água?
(Eugénio de Andrade)
Deixa entrar a noite
nas janelas brancas
no sonho não dito
de cor esperança.
Deixa vir a noite
dentro da lembrança
acender o fogo
na raiz mais funda
da razão que sonha
fulgor e mudança.
me pede a mim uma gota de água?
(Eugénio de Andrade)
Deixa entrar a noite
nas janelas brancas
no sonho não dito
de cor esperança.
Deixa vir a noite
dentro da lembrança
acender o fogo
na raiz mais funda
da razão que sonha
fulgor e mudança.
Wednesday, April 4, 2012
Posso ler os blogs mais cretinos esta noite
Blogues de censores,
baba de buldogues,
outros estertores,
notas de snobes.
Certa blogosfera,
paisagem prevista:
vive, minha terra,
há mais quem resista.
Baba de furores,
palavras perdidas:
ajustes maiores,
contas esquecidas.
Basta não os ler,
dizes, é verdade.
Mas o dó de os ver
dá raiva à vontade,
nossa liberdade.
baba de buldogues,
outros estertores,
notas de snobes.
Certa blogosfera,
paisagem prevista:
vive, minha terra,
há mais quem resista.
Baba de furores,
palavras perdidas:
ajustes maiores,
contas esquecidas.
Basta não os ler,
dizes, é verdade.
Mas o dó de os ver
dá raiva à vontade,
nossa liberdade.
Saturday, March 31, 2012
Every poem is an epitaph
Nestas despedidas que deixo nos poemas, deixem que fale um pouquinho em voz baixa e em prosa no meu amigo Millor Fernandes, a inteligência mais feroz e generosa que conheci, a atenção mais implacável jogada sobre o mundo, ali nesses lugares radiosos do Rio de Janeiro onde só peço a graça de poder um dia voltar.
Millor Fernandes
Dizem que você foi embora.
Primeiro nos deixara sozinho dentro do seu corpo
e agora, pois é, partiu.
Tudo ficou mais pobre, tudo ficou mais baço:
mas olha o mundo lá fora
a rir com você.
Primeiro nos deixara sozinho dentro do seu corpo
e agora, pois é, partiu.
Tudo ficou mais pobre, tudo ficou mais baço:
mas olha o mundo lá fora
a rir com você.
Porque sempre voltamos
Paris
ma belle ville
fine comme une aiguille
forte comme une épée
ingénue et savante
(Paul Éluard)
ma belle ville
fine comme une aiguille
forte comme une épée
ingénue et savante
(Paul Éluard)
Sunday, March 25, 2012
António Tabucchi
Se considerarmos a indignação como fonte da moral,
uma ética da resistência como afirmação heróica
num mundo de perdidas identidades: então António sorri
antes de erguer a voz contra o sombrio manto da injustiça
que desaba a cada hora sobre o esplendor do mundo.
Fernando Pessoa veio à Rua do Monte Olivete
e saboreia uma grappa. Soubeste esconder-te, António,
cercando de jogos de escondidas a tua espada de justiça,
assim como eu cerquei de grandes muros quem me sonhava.
Agora morres e fecha-se sobre ti a curva da estrada,
cintilam as luzes vagas da Ursa no fio do horizonte
e também eu te vou deixar, assim todos verão
que tu não eras uma nova encarnação de mim,
eras um grande escritor italiano que às vezes me intrigavas
e às vezes me perturbavas com o teu vozeirão ardente.
E tu respondes Entre a verdade e a ficção podemos esquivar-nos,
imponderáveis nos nossos "vestimenti leggieri",
mas nunca entre a justiça e a injustiça
poderemos um momento sequer hesitar.
(publicado no JL de 11/4/2012)
uma ética da resistência como afirmação heróica
num mundo de perdidas identidades: então António sorri
antes de erguer a voz contra o sombrio manto da injustiça
que desaba a cada hora sobre o esplendor do mundo.
Fernando Pessoa veio à Rua do Monte Olivete
e saboreia uma grappa. Soubeste esconder-te, António,
cercando de jogos de escondidas a tua espada de justiça,
assim como eu cerquei de grandes muros quem me sonhava.
Agora morres e fecha-se sobre ti a curva da estrada,
cintilam as luzes vagas da Ursa no fio do horizonte
e também eu te vou deixar, assim todos verão
que tu não eras uma nova encarnação de mim,
eras um grande escritor italiano que às vezes me intrigavas
e às vezes me perturbavas com o teu vozeirão ardente.
E tu respondes Entre a verdade e a ficção podemos esquivar-nos,
imponderáveis nos nossos "vestimenti leggieri",
mas nunca entre a justiça e a injustiça
poderemos um momento sequer hesitar.
(publicado no JL de 11/4/2012)
Timtim no dia de poesia do CCB
- Bom dia, que bom ter vindo. Dirija-se ao welcome desk para saber a que horas é a sua leitura.
- Então como vão as coisas lá na Índia?
- Sim, separei-me, foi já há cinco anos, não sabias?
- Não queres ir à sala Fernando Pessoa ler um poema de Jorge de Sena? Ou à sala Jorge de Sena ler um poema de Fernando Pessoa?
- O senhor foi embaixador onde? Deixe-me escrever, para dizer na apresentação.
- Não se lembra de mim? Conhecemo-nos em Aveiro, nos Encontros de Poesia, em 2001.
- Quantos anos esteve sem publicar?
- Estive à sua procura para me dar um depoimento para a televisão, mas soube que não vivia cá.
- Até já, tenho de ir apresentar os poetas colombianos.
- Ah, publicou um livro o ano passado?
- Quando puderes vai ao nosso espectáculo de poesia infantil, gostávamos de te ver.
- Então encontramo-nos em Paris para a semana? O quê, já lá não está?
- E eu a pensar que era a única pessoa escandalizada com o welcome desk.
- Continua no Brasil?
- Já saíram daqui, foram para a sala Fernando Pessoa ler Jorge de Sena.
- A nossa filha reagiu muito bem à nossa separação.
- Fico muito contente por ter gostado do meu livro.
- Viu o ministro?
- As crianças das escolas vieram ler montagens de poemas.
- Já retirámos o welcome desk. Realmente é verdade, pode dizer-se recepção.
- Então como vão as coisas lá na Índia?
- Sim, separei-me, foi já há cinco anos, não sabias?
- Não queres ir à sala Fernando Pessoa ler um poema de Jorge de Sena? Ou à sala Jorge de Sena ler um poema de Fernando Pessoa?
- O senhor foi embaixador onde? Deixe-me escrever, para dizer na apresentação.
- Não se lembra de mim? Conhecemo-nos em Aveiro, nos Encontros de Poesia, em 2001.
- Quantos anos esteve sem publicar?
- Estive à sua procura para me dar um depoimento para a televisão, mas soube que não vivia cá.
- Até já, tenho de ir apresentar os poetas colombianos.
- Ah, publicou um livro o ano passado?
- Quando puderes vai ao nosso espectáculo de poesia infantil, gostávamos de te ver.
- Então encontramo-nos em Paris para a semana? O quê, já lá não está?
- E eu a pensar que era a única pessoa escandalizada com o welcome desk.
- Continua no Brasil?
- Já saíram daqui, foram para a sala Fernando Pessoa ler Jorge de Sena.
- A nossa filha reagiu muito bem à nossa separação.
- Fico muito contente por ter gostado do meu livro.
- Viu o ministro?
- As crianças das escolas vieram ler montagens de poemas.
- Já retirámos o welcome desk. Realmente é verdade, pode dizer-se recepção.
Thursday, March 22, 2012
Dia da Poesia
DECLARAÇÃO DE AMOR À LÍNGUA PORTUGUESA E AOS SEUS POETAS, COM VERSOS DE CAMÕES E DE DAVID E UM GOLPE DE ASA DE SÁ-CARNEIRO
feitas só de ternura amarrotada,
palavras que passaram pela vida,
a vida feita verso ou quase nada.
Era durar de amor na alegria
de dizer a promessa apaixonada
e em palavras fazer o novo dia
nascer nos grandes olhos da amada.
Sentimos que na língua foi sentido:
porque tantos poetas inventaram
as palavras do amor num golpe de asa,
que quero eu mais ganhar que ser perdido,
perdido nas palavras que criaram
o desenho do amor e a sua casa?
(publicado hoje no JL)
Sunday, March 18, 2012
Saturday, March 17, 2012
Promessa
François Hollande debatia ontem em Estrasburgo com o filósofo alemão Peter Sloterdijk. A reabilitação da ideia de promessa (e da possibilidade da esperança) contra a razão cínica foi o primeiro tema introduzido no debate. A política nos últimos duzentos anos assentou numa constante promessa do melhor. O mundo dos nossos filhos teria de ser melhor que o nosso.
Essa política acabou? O melhor já não nos pode ser prometido? A "promessa eleitoral" passou a definir um mero logro? Caímos sob a hegemonia dessa razão cínica, que Sloterdijk conceptualizou?
Há algo de imortal numa promessa dizia Borges. A promessa rompe a ordem do mundo e alarga o espectro do possível.
Será que essa promessa, que do messianismo judaico-cristão o iluminismo veio reconduzir para a esfera da política, poderá ainda acender a sua chama neste globalizado inverno do nosso descontentamento? Voltaremos a acreditar no melhor?
Essa política acabou? O melhor já não nos pode ser prometido? A "promessa eleitoral" passou a definir um mero logro? Caímos sob a hegemonia dessa razão cínica, que Sloterdijk conceptualizou?
Há algo de imortal numa promessa dizia Borges. A promessa rompe a ordem do mundo e alarga o espectro do possível.
Será que essa promessa, que do messianismo judaico-cristão o iluminismo veio reconduzir para a esfera da política, poderá ainda acender a sua chama neste globalizado inverno do nosso descontentamento? Voltaremos a acreditar no melhor?
Continuar
Pára-me de repente o Pensamento...
— Como se de repente sofreado
Na Douda Correria... em que, levado...
— Anda em Busca... da Paz... do Esquecimento
— Pára Surpreso... Escrutador... Atento
Como pára... um Cavalo Alucinado
Ante um Abismo... ante seus pés rasgado...
— Pára... e Fica... e Demora-se um Momento....
Vem trazido na Douda Correria
Pára à beira do Abismo e se demora
E Mergulha na Noute, Escura e Fria
Um Olhar d’Aço, que na Noute explora...
— Mas a Espora da dor seu flanco estria...
— E Ele Galga... e Prossegue... sob a Espora!
Ângelo de Lima
— Como se de repente sofreado
Na Douda Correria... em que, levado...
— Anda em Busca... da Paz... do Esquecimento
— Pára Surpreso... Escrutador... Atento
Como pára... um Cavalo Alucinado
Ante um Abismo... ante seus pés rasgado...
— Pára... e Fica... e Demora-se um Momento....
Vem trazido na Douda Correria
Pára à beira do Abismo e se demora
E Mergulha na Noute, Escura e Fria
Um Olhar d’Aço, que na Noute explora...
— Mas a Espora da dor seu flanco estria...
— E Ele Galga... e Prossegue... sob a Espora!
Ângelo de Lima
Sunday, March 11, 2012
O nómada consigo
De cada vez montamos a tenda com mais cansaço
e mais suspeita.
Mas quando enfim vemos a cor dos tapetes desfiados
sabemos e calamos o tempo que foi nosso
e que ganhámos na perda.
e mais suspeita.
Mas quando enfim vemos a cor dos tapetes desfiados
sabemos e calamos o tempo que foi nosso
e que ganhámos na perda.
Saturday, March 10, 2012
Vinte anos depois
Nous errons à travers des demeures vidées
Sans chaînes, sans draps blancs, sans plaintes, sans idées
Spectres du plein midi, revenants du plein jour
Fantômes d’une vie où l’on parlait d’amour.
L’ère des phrases mécaniques recommence,
L’homme dépose enfin l’orgueil, et la romance
Qui traîne sur sa lèvre est un air idiot
Qu’il a trop entendu grâce à la radio.
Vingt ans après. Titre ironique où notre vie
S’inscrivit tout entière, et le songe dévie
Sur ces trois mots moqueurs d’Alexandre Dumas
(Louis Aragon)
Saturday, March 3, 2012
Manual de Protocolo
Os que não têm lugar à mesa
devem rodar delicadamente para trás
e afastar-se sem barulho e sem notícia.
Os lugares foram reduzidos por forma a
um número crescente de convidados deixar
de ter lugar no banquete, sem qualquer aviso prévio
ou desculpa improvisada. Prontamente.
Conhecer as regras é necessário,
ignorá-las
é soberano.
devem rodar delicadamente para trás
e afastar-se sem barulho e sem notícia.
Os lugares foram reduzidos por forma a
um número crescente de convidados deixar
de ter lugar no banquete, sem qualquer aviso prévio
ou desculpa improvisada. Prontamente.
Conhecer as regras é necessário,
ignorá-las
é soberano.
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