Thursday, May 27, 2010
Alemanha, mãe pálida (Brecht) : leituras cruzadas
Aujourd’hui, tout se passe comme si l’Europe semblait tout entièrement soumise à des diktats de l’Allemagne, décidant ce qu’on peut ou pas faire pour la Grèce, imposant des plans de rigueur à toute l’Europe et même dictant à d’autres des réformes constitutionnelles.
Cette situation est inacceptable. D’abord, parce qu’on ne peut qu’être irrité par la pusillanimité de la Chancelière d’Allemagne, qui change sans cesse d’avis, au point de faire très souvent le contraire de ce qu’elle annonce. Ensuite parce qu’on ne peut que regretter la façon dont l’Allemagne annonce en solitaire un plan anti spéculation, d’une grande naïveté et totalement inapplicable : les banques allemandes continueront de pouvoir faire à Londres ce que la Chancelière prétend leur interdire de faire à Francfort. Enfin, parce que nous n’avons pas de leçons à recevoir de ce pays : par bien des cotés, l’Allemagne va bien plus mal que ses voisins .
De plus, la façon dont l’Allemagne prétend imposer aux autres la rigueur est contraire à ses propres intérêts : par exemple, en menaçant les autres pays de les pousser hors de la zone euro, c’est à elle qu’elle risque surtout de faire du tort : si la Grèce fait défaut, les banques allemandes pourraient y perdre un montant égal aux fonds propres de la Deutsche Bank et même 4 fois plus si c’était l’Espagne qui faisait défaut.
En fait, le leadership allemand ne s’explique que par la faiblesse des autres : En politique, comme en physique, la nature a horreur du vide. Si l’Allemagne prend des positions unilatérales contre la spéculation, c’est parce que l’Europe est incapable d’en proposer. Si elle nous donne l’impression de nous imposer une discipline budgétaire c’est parce que nos dirigeants sont incapables d’expliquer clairement que l’équilibre des finances publiques n’est pas un ukase de l’Allemagne, ou des marchés, mais une nécessité stratégique, dans l’intérêt des prochaines générations ; dans l’intérêt de nos enfants.
L’arrogance allemande n’est que le miroir de notre incapacité à proposer une stratégie européenne, faite d’équilibre national et de relance collective.
(Jacques Attali, no seu blog no "Express")
"In 1945 Germany was a primitive society such as Europe had not known since the Middle Ages. The former citizens of Hitler's Thousand-Year Reich were living a hand-to-mouth existence, scavering for food, drinking for drainpipes, cooking over wood fires, living in the basements of destroyed houses or in hand-built trailers and cabins"
(Alex Ross, The Rest is Noise)
Wednesday, May 26, 2010
Considerações pré-monção
Calor de antes da monção
A alguns estiola a inteligência (se existe), esmorece a inspiração (se houve) - e fica-se assim "sem graça", como dizem os brasileiros...
Este blog hoje é um termómetro acéfalo!
Saturday, May 22, 2010
Leitores
Friday, May 21, 2010
A leitora perfeita
Thursday, May 20, 2010
A mulher de Ajanta

Wednesday, May 19, 2010
O tempo europeu, debaixo do vulcão...
De repente o tempo é parceiro mudo,
na viagem que há muito começou.
De repente seca em quase tudo
o desafio de vida que brotou:
mesmo que seja num poema mudo
a bordo de uma lancha que encalhou!
Le gusta a usted este jardín? Impida que sus hijos lo destruyan!
(citação de Malcolm Lowry, Under the Volcano)
Tuesday, May 18, 2010
Friday, May 14, 2010
Homenagem ao juiz Baltazar Garzón
Thursday, May 13, 2010
Sophia fala de nós
Borges fala de Goa ... e de Camões
Tuesday, May 11, 2010
Um soneto de David Mourão Ferreira
E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.
Monday, May 10, 2010
Sunday, May 9, 2010
Homenagem a uma cidade, desfocada no poema
Friday, May 7, 2010
Os poetas e a República
Não posso, porém, deixar de me sentir incomodado com frases como esta:
Mas, quando vivemos a maior crise dos últimos 100 anos, seria surpreendente que os portugueses se entregassem nas mãos de um poeta
(Paulo Pinto de Mascarenhas, no jornal i)
Atenção: Se em vez de "poeta" estivesse escrito apenas o nome do candidato Manuel Alegre, esta frase não me suscitaria qualquer reparo : poderia pessoalmente concordar ou discordar, mas parecer-me-ia inteiramente curial e aceitável.
Pode dizer-se que Manuel Alegre não é o Presidente de que os portugueses precisam : não pode é usar-se a palavra "poeta" como sinónimo de "tontinho irresponsável" ou "louco inimputável". Quem andou a brincar com o nosso dinheiro: foram os poetas ou respeitáveis banqueiros, todos homens honrados, como dizia Marco António no discurso fúnebre de César, na peça de Shakespeare?
Recomendo a leitura do último número da revista "Relâmpago" sobre "Poesia e Dinheiro".
E dedico este post à memória de Dom Diniz, Rei de Portugal, poeta e estadista.
Monday, May 3, 2010
Uma rua (Nova Deli)
Friday, April 30, 2010
Vingança sobre Chico Buarque de Hollanda
TANTO MAR
Sei que estás em festa, pá:
Lula deu grana!
E o Brasil ganhou fama
e prestígio pra xuxu!
Tantos dólares a nos separar!
Tanto mar, tanto mar!
E nós só queremos é
negociar, negociar!
Foi essa Revolução
que falhámos aqui?
Traz-nos urgentemente
um pouquinho de pilim...
Inquisição, cristãos novos, goeses : uma citação
No fim da viagem (música de Mack the Knifer)
Que escondemos?
Que fizémos
com a lei?
Porque fomos
mimos, momos
nesta sede
de perder?
Que guardamos?
Seda fina,
lã desfeita,
jóia acesa
em corpo nu?
Que trouxémos
donde vimos?
Cravos, tragos
de outro mar?
Um poeta
na miséria
vende versos
a El Rei:
vivo engenho,
fera arte,
nobres coisas
de que eu sei.
O pirata
missionário
do que soube
não mentiu:
peregrino
de outra parte
teve a arte
do que viu.
O portuga
não precisa
de ter lições
do Brasil:
já fizémos
dom à Índia
até mesmo
do caril!
O pirata
trouxe aos mares
o arejo
ocidental:
ingleses
e holandeses
vieram tirar-nos
do Mal!
Que Calvino
vos proteja
e a Britannia
bem vos reja!
O pirata
deita a rede
na areia
- adormeceu!
As ambições da Índia
www.watershed.com.br/interna_new.asp?cod=271

