Saturday, February 20, 2010
Descobri este poema!
tenho muita infância pela frente.
(Fabrício Carpinejar, Terceira Sede, Bertrand Brasil, Rio de Janeiro, 2009)
Friday, February 19, 2010
Canções do exílio : Hungria
Thursday, February 18, 2010
O paradoxo do viajante
Sunday, February 14, 2010
A pira
Thursday, February 11, 2010
Meditação pós colonial
Todos os lados possuem uma verdade indesmentível. Nada a fazer. Presos na sua certeza absoluta, nenhum admitirá a mentira que edificou para caminhar sem culpa ou caminhar, apenas. Para conseguir dormir, acordar, comer, trabalhar. Para continuar.
Wednesday, February 10, 2010
Saldo do dia
Tuesday, February 9, 2010
A Medusa Índia
Monday, February 8, 2010
Noite impassível
Sunday, February 7, 2010
Thursday, February 4, 2010
Manhã em Benarés
Wednesday, February 3, 2010
"Viver é mais que atravessar um campo" (Pasternak)
Saturday, January 30, 2010
Para reflexão : Niall Ferguson
Yes, partly because it's more chaotic. In the end what India did inherit from Britain and what India since 1991 has developed are the key institutions for the successful development of capitalism - private property rights, a court system where the rule of law is upheld, a system of administration which is not too corrupt though there is room for improvement and, crucially, representative government , which allows grievances of the population to be aired in a non-violent way. That's a pretty impressive list of institutions. Now nobody is saying India is perfect. Democracy in the US has corruption too. Surprise, surprise!
But it's a lot better than what the Chinese come up with for their people, which is essentially a oneparty state, private property rights up to a point when it suits the authority and a programme of breakneck industrialisation based on infrastructure building, which while its impressive in comparison to the Jaipur-Delhi road, ultimately isn't a model which will carry China into the mid-21 st century without very serious problems. Demographically and also politically major problems lie ahead of China. India started economic reforms much later - 1991 as compared to 1978. It's a big difference. That's why the comparisons that are often made don't make sense. It's not that this race began at the same moment. If India had had reforms since 1978 we would be in a very different country. I say give India time. Allow the benefits of a relatively free society, of the rule of law, of democracy, allow those benefits to play out. Because I think it's inconceivable , on the basis of my historical understanding , that those institutions don't give India an advantage over China. They must, really must. It may take 20 years to manifest, but I'll still be around in 20 years.
Friday, January 29, 2010
Em Calicute, Pêro Vaz de Caminha recorda uma outra terra
Visto de Deli
Pensando na minha recente estadia na Europa, não deixa de me preocupar a total ausência na opinião pública (e publicada) da consciência de que o eixo do mundo se está a mover irreversivelmente para longe da Europa (nos nossos responsáveis políticos mais lúcidos encontrei essa consciência, mas não transparece cá para fora, o que é compreensível).
Dirão : mas isso já sucedeu no século XX e 1945 é que marcou o fim da hegemonia europeia. Sim : mas entretanto construímos a União Europeia (um prodígio institucional, não sejamos blasés), o Estado Social Europeu, que resistiu à ofensiva Reagan - Thatcher e tornou a nossa parte do mundo o melhor e o menos injusto lugar da Terra para se viver e concebemos o espaço euro - atlântico (por sobre todas as suas episódicas questões internas, agravadas recentemente por Bush le petit) como o senhor natural do mundo.
Hoje tudo isto mudou : e só vejo respostas defensivas, medos, histerias identitárias repelentes (um livro do Sr Besson que ultrapassa em cretinismo toda a estupidez que nos possa incomodar em Portugal) junto a uma assustadora falta de confiança e de alternativas.
Não digo que a Europa esteja tão mal como os europeus dizem nem que a Ásia esteja tão bem como os asiáticos acham: a leitura dos cépticos e prudentes "Economist" e "Financial Times" ajuda-nos às vezes a ver as coisas na sua justa medida. Mas lá que, visto pelos asiáticos, o mundo parece que lhes pertence, é um facto. E nós na Europa... bom, tenho que me calar, que sou uma pessoa responsável!
Wednesday, January 27, 2010
Googlemus igitur...
Canções do exílio : Espanha
Canções do exílio : Angola
Canção do exílio
Tuesday, January 26, 2010
Noite e nevoeiro
O nevoeiro enrolou a nossa cidade de Deli como uma manta molhada. No desfile hoje do Dia da República esta névoa foi bem o fundo apropriado para as bandas de gaitas de foles dos regimentos de origem escocesa : no princípio do desfile nem o outro lado da avenida se distinguia ...
Ainda sobre o modelo de civilização
Monday, January 25, 2010
Impressões de Benarés (tão estúpidas como quaisquer outras)
Sunday, January 24, 2010
Civilização (visto de Deli)
Saturday, January 23, 2010
Wednesday, January 20, 2010
Nocturno indiano (Deli)
Sunday, January 17, 2010
Sunday, January 10, 2010
Escala em Paris
A SOMBRA
Quem eu fui há vinte anos
veio hoje tomar-me do braço e perguntou:
o que fizeste de mim?
Respondi-lhe: fiz tudo quanto deixaste
que eu pudesse fazer.
A sombra sorriu de troça.
E desapareceu.
(Ainda preciso de desculpas
para tudo o que não fiz).
Sunday, January 3, 2010
Encontrei hoje este poema
Ellas no te abandonarán.
El tiempo pasará, se borrará el deseo
-esa flecha de sombra-
y los sensuales rostros, bellos e inteligentes,
se ocultarán en ti, al fondo de un espejo.
Transcurrirán los años. Te cansarás de libros.
Descenderás aún más
y perderás, también, la poesía.
El ruido de ciudad en los cristales
acabará por ser tu única música,
y las cartas de amor que hayas guardado
serán tu última literatura.
Traducción del catalán del propio autor.
(Joan Margarit. Aguafuertes. Renacimiento.1998)
