Sunday, October 18, 2009
O passado é um país estrangeiro
Saturday, October 17, 2009
Monday, October 12, 2009
Não posso competir...
Saturday, October 10, 2009
Malraux conversa com o embaixador francês na Índia
Tuesday, October 6, 2009
Saturday, October 3, 2009
Something else to do
"E a dor dói como um soco" (Alexandre O'Neill)
Wednesday, September 30, 2009
Monday, September 28, 2009
"Metamorphosen" Richard Strauss
Saturday, September 26, 2009
No dia de reflexão
Wednesday, September 23, 2009
Despertar
Seja o que tiver que ser o que vem pela manhã.
Cada dia o mundo se desfaz, para que outro mundo nasça.
Monday, September 21, 2009
Caminhada matinal
Sunday, September 20, 2009
Aos novos poetas portugueses...
Falando de poesia...
Friday, September 18, 2009
A viagem como evasão
Ernst Bloch ("O Princípio Esperança") observava bem que, nos países exóticos, só os turistas são exóticos.
Thursday, September 17, 2009
Wednesday, September 16, 2009
Poetas
Leiam dele "Últimos Poemas" nas edições Quasi.
E não percam "Lugar de Estudo" de Fernando Echevarria. Mais um grande livro.
Tuesday, September 15, 2009
Férias
O arroz de marisco da "Santola" (Maria Vinagre) e os enchidos da "Charrette" (Monchique) não se podem perder; bem como os "dim sun"e a vista esplendorosa do "Empress of China", na Chinatown de S.Francisco, e os caranguejos recheados do "Franciscan", no "Fishermen's Wharf". Acrescentemos o sempre agradável Zé Vicente, na Várzea de Odeceixe, e o peruano "Limón", no bairro chicano de Frisco.
A melhor descoberta: "A Invenção de Lisboa" de José Sarmento de Matos; a relativa desilusão: "Nothing to be Frightened of" de Julian Barnes; a refrescante surpresa: "A Viagem do Elefante" de José Saramago. Poesia, estou em desintoxicação.
Ainda em leitura (entusiasmada) neste momento: "The Rest is Noise" de Alex Ross (a música no século XX)
E foram as férias!
Monday, September 14, 2009
Índia
sou-te profundamente indiferente, eu sei,
mil milhões é muita gente e esta terra está cheia.
Só alguns goeses pensam em nós, mas complicam tanto,
que só lhes podemos sussurrar: il n'y a pas d' amour heureux.
Voltei a ti. Alguma coisa em mim é-te fiel,
sem nenhuma razão para isso.
Tu és indiferente a nós como a lua e as estrelas,
mas moves-te freneticamente pela cobiça e pelo reconhecimento,
como todos.
Não és diferente de nós: apenas te alheias,
mesmo quando nos interpelas e nos falas sem parar.
Quando pensas, nunca estamos seguros de te entender...
San Francisco
a sala de poesia da City Lights Bookstore, o sol sem cedências,
o nevoeiro sem falhas - que não ser daqui
é a promessa de podermos ser de toda a parte,
de podermos ser.
Só em duas cidades me senti tão livre: aqui e em Berlim.
As cidades sempre destruídas e logo reconstruídas
oferecem-nos a morte e a felicidade ao mesmo tempo:
só a isso chamamos a grande promessa.
O novo poeta sem qualidades
a mim, foi este odioso computador Toshiba,
kamikaze armado contra a poesia,
que veio apagar todo o meu poema,
exercendo a impiedosa crítica cibernética dos computadores,
tal como Marx falava da "crítica impiedosa dos roedores",
quando os ratos lhe comeram o manuscrito.
Vêem? Já sou um poeta sem qualidades!
Devolvam-me o meu Mac e a metafísica...
Monday, August 10, 2009
Em Odeceixe
Wednesday, July 29, 2009
Os Argonautas
esgravatando à roda do mundo,
atarantados, sem rumo:
só e apenas isso,
agora e em todos os tempos.
Friday, July 24, 2009
Coisas da Índia
É curioso, por exemplo, ver como a filosofia indiana era respeitada e estudada no século XIX (Schopenhauer, Nietzsche, Emerson, Haeckel, com a notória excepção de Hegel, que todavia só a mandou para o caixote do lixo depois de a estudar a sério) e no século XX passa para o domínio dos esotéricos (Steiner, Kassner, muito por influência da Sociedade de Teosofia da Sra Blavatsky) e finalmente para o dos charlatães (Guru Mahareshi, Shri Ravi Shankar, etc.).
Os nacionalistas (de direita Hindutva ou de esquerda "subaltern studies") não ajudam, porque desclassificam todo o trabalho de diálogo intelectual Ocidente - Oriente feito por ambos os lados (de William Jones a Radakrishnan, passando por Tagore), amaldiçoado como "orientalista" pelas vestais de Edward Said... É que para o Outro ser Outro não pode haver valores partilhados...
Outro dia, numa conferência do embaixador de França, um velho diplomata indiano reformado levantou-se para dizer que só os franceses tinham estudado a sério a Índia, que os ingleses apenas a tinham explorado: a nossa profissão de engraxadores ambulantes leva-nos a fazer cada uma! Se alguém estudou a sério a Índia foram os ingleses e os alemães!
Claro que também houve ingleses que desprezaram profundamente a Índia, a começar em James Mill e a acabar em Winston Churchill! Mas que a estudaram, traduziram e (na maioria dos estudiosos) admiraram, é inegável.
A propósito, não percam este artigo do Granta:
1 Capital Gains Granta 107 Magazine Granta Magazine
Thursday, July 23, 2009
A terceira monção
| Passage to more than India! | |
| O secret of the earth and sky! | 235 |
| Of you, O waters of the sea! O winding creeks and rivers! | |
| Of you, O woods and fields! Of you, strong mountains of my land! | |
| Of you, O prairies! Of you, gray rocks! | |
| O morning red! O clouds! O rain and snows! | |
| O day and night, passage to you! | 240 |
| O sun and moon, and all you stars! Sirius and Jupiter! | |
| Passage to you! | |
| Passage—immediate passage! the blood burns in my veins! | |
| Away, O soul! hoist instantly the anchor! | |
| Cut the hawsers—haul out—shake out every sail! | 245 |
| Have we not stood here like trees in the ground long enough? | |
| Have we not grovell’d here long enough, eating and drinking like mere brutes? | |
| Have we not darken’d and dazed ourselves with books long enough? | |
| Sail forth! steer for the deep waters only! | |
| Reckless, O soul, exploring, I with thee, and thou with me; | 250 |
| For we are bound where mariner has not yet dared to go, | |
| And we will risk the ship, ourselves and all. | |
| O my brave soul! | |
| O farther, farther sail! | |
| O daring joy, but safe! Are they not all the seas of God? | 255 |
| O farther, farther, farther sail! |
Sunday, July 19, 2009
Os eunucos na Índia e o combate à evasão fiscal
"The Nitish Kumar government (Bihar) has decided to launch a scheme to rehabilitate eunuchs by providing them vocational training so that they can earn out a living (...)
In 2006 the Patna (capital do Bihar) Municipal Corporation had hired eunuchs to collect property tax in the state capital(...)
Dancing to drum beats the eunuchs would land up on the doorsteps of habitual tax evaders, telling them to deposit taxes on time to save their property from being auctioned(...)
O embaixador da Índia no Brasil fala da novela "Caminhos da Índia"
As the soap Caminhos comes into Brazilian homes night after night, curiosity and affection for India seems to be growing. We know this by the number and kind of queries that we are getting in our embassy and the questions that we answer these days: what the bindi signifies; whether Dalits are still untouched in India; if grown- up Indian men and women do in fact dance to tunes all the time at home, and many other similar bits of oddities that are seen in the novella. We do the best we can with humour and imagination. Not every one wants a long lecture or a serious discourse.
We have also seen the market grow for sarees, kurtas, incense and other exotica. We have demands for authentic Indian restaurants in Brazilian cities like Rio and Brasilia. The availability of Indian cuisine is now limited only to the meagacity of Sao Paulo.
A frequent question that I am often asked is: is the novella authentic? Does it show the real India? I honestly don’t know how to answer this. First, a novella is a novella, after all, and not a documentary. By its very nature, it exaggerates, glamourises and selects what is exotic and unusual rather than the ordinary and the commonplace.
Brazilian viewers understand this. Second, what is ‘the real’ in a country with such diversity, complexity and contradictions? I end up telling my Brazilian friends that everything the novella shows is true in some part, somewhere, but its opposite is equally true.
BS Prakash is the Indian Ambassador to Brazil
Fonte . "Hindustan Times" de 19/7/2009

